Ruínas Jesuíticas de São Miguel das Missões

em Banco de Imagens do RS
Ruínas Jesuíticas de São Miguel das Missões

As Ruínas Jesuíticas de São Miguel das Missões se destacam por apresentar o maior número de estruturas e em melhor estado de conservação. Motivo pelo qual, em 1983, foi declarado Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, Organização das Nações Unidas para Educação, Ciências e Cultura. Os remanescentes nos permitem ter uma ideia da planta da Redução, da dimensão e do grau de sofisticação que atingiu a obra, aqui realizada por padres e índios, entre 1687 e 1756, quando os habitantes das Missões foram dizimados pela Guerra Guaranítica. Estas ruínas atraem, até hoje, uma corrente turística de distintos pontos do mundo e é impossível visitá-las sem se deixar tocar pela grandiosidade do espírito missioneiro. Da antiga Redução, ainda são visíveis as fundações do colégio, das oficinas, do cemitério, do cotiguaçú, do tambo e das casas dos índios; bem como, a igreja que foi a primeira obra missioneira a ser construída, com estrutura portante em pedra arenito, era pintada de branco e tinha seus espaços interiores ornamentados com pinturas e esculturas de madeira policromada. Pode-se ver, também, a praça, o pomar e a horta.

O Museu das Missões contém um dos principais acervos de imagens esculpidas do período Jesuítico-Guarani em todo o planeta. Em 1937 foi criado o SPHAN e, no mesmo ano, o arquiteto Lúcio Costa foi enviado ao Rio Grande do Sul para analisar os remanescentes dos Sete Povos das Missões e propor providências. A criação do museu foi uma das primeiras iniciativas do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje IPHAN. Uma de suas propostas foi a de criar um museu para abrigar a estatuária missioneira dispersa pela região. Em 1938, os remanescentes do povoado de São Miguel e o prédio do museu foram tombados como Patrimônio Nacional e, em 1940, o Museu das Missões foi oficialmente criado. Entre 1938 e 1940, o arquiteto Lucas Mayerhofer dirigiu as obras de estabilização na Igreja de São Miguel e construção do prédio do museu. O recolhimento das imagens foi executado por João Hugo Machado entre 1939 e 1940. A estatuária missioneira acervo do Museu das Missões reflete a riqueza cultural da civilização que se desenvolveu na região, reconhecida por Voltaire, Montesquieu e os principais pensadores do mundo como um verdadeiro triunfo da Humanidade. O Museu foi Inspirado nas habitações dos missioneiros, com avarandado coberto por telhas de barro, e hoje é um marco que contém rica coleção pública de imagens, de rara beleza. São quase cem imagens, de tamanhos que vão de 15 cm a 2,20 m. A arte missioneira reflete a influência do barroco europeu da época e sua fusão com os traços indígenas. É interessante observar que a parte posterior das grandes imagens foi cavada pelos escultores índios e jesuítas com o objetivo de diminuir o peso e evitar rachaduras. Visitar o Museu das Missões é compreender a expressão da Unesco que reconhece nas Missões uma experiência sem precedentes na Humanidade.

O Pórtico de São Miguel das Missões, na RS 536, é um monumento em homenagem aos Missioneiros. Localizado a 16 km da sede do Município, o pórtico possui esculturas que representam São Miguel Arcanjo, homens, mulheres e crianças da Nação Guarani, o Padre Jesuíta Cristóvão de Mendonza e Sepé Tiarajú. A frase dita por Sepé Tiarajú na Guerra Guaranítica está escrita em guarani: Co Yvy Oguereco Yara (Esta terra tem dono). Endereço: Rodovia estadual RS-536 a 16km do centro da cidade.

 

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