Thompson Flores – TRF 4º Região

em Retrato Corporativo
Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz

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Apenas 19 dias separam a posse do desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz na presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e a condenação de Luiz Inácio Lula da Silva. O magistrado assumiu o comando do TRF4 em 23 de junho e, menos de três semanas depois, em 12 de julho, a corte recebeu a missão de definir o destino do ex-presidente da República − e o futuro do Brasil. Condenado a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o petista deposita no Tribunal com sede em Porto Alegre a chance de escapar da prisão, ou ao menos ver o processo arrastado até as eleições e, assim, participar da disputa ao Planalto.

Não cabe ao presidente do Tribunal julgar os recursos contra a sentença do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância. A tarefa está nas mãos dos três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal.

Formado em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), de São Leopoldo, em 1985, Thompson Flores na juventude sonhava seguir carreira na Diplomacia. Ainda cultiva essa paixão, nos livros. Está relendo As Memórias de Talleyrand, ministro das Relações Exteriores de Napoleão. Tem a primeira edição, constituída de seis volumes, de 1891. Acredita possuir a melhor biblioteca particular de diplomacia do Brasil. Entre os 30 mil livros, também há lugar especial para as Obras Completas de Shakespeare.

“Tenho várias edições, e cada vez que eu saio compro outra”, conta. “Eu realmente sou um apaixonado por Shakespeare, toda a sabedoria humana está nas obras de Shakespeare. Na Política, Macbeth.”

Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz

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Considera a diplomacia uma política de Estado, independentemente de governos. É o mesmo caso da Justiça, não?

“Esta eu diria até que é impensável. Onde a política e a ideologia entrarem na Justiça aí não temos mais Poder Judiciário. Os resultados da História nesse sentido são os piores possíveis.”

O plano era ser embaixador, mas logo depois de se formar Thompson Flores se tornou procurador-federal e, dali, via quinto constitucional, migrou do Ministério Público para a Justiça. Segue os passos do avô, Carlos Thompson Flores, ministro do Supremo Tribunal Federal entre 1968 e 1981 cujo retrato pintado a óleo da parede o guarneceu nesta entrevista. Protagonistas da história jurídica no país povoam as antessalas do gabinete. É um conjunto de três dezenas de telas encomendadas à artista Magda Cidade, uma surpresa que atenua a sisudez esperada em uma instituição judicial.

Solteiro, filho de Ottmar Lenz e Mariza Thompson Flores Lenz, o neto do ex-presidente do Supremo admite o sonho de seguir os passos do avô, mas lembra que “Este é um cargo que não se pede”, parafraseando um dos juristas que mais venera, Paulo Brossard (1924-2015).

Fonte: Revista Voto

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