Catedral Metropolitana de Porto Alegre

Externo da cúpula da Catedral Metropolitana

Externo da cúpula da Catedral Metropolitana

A história da fundação da Paróquia Nossa Senhora Madre de Deus está intimamente relacionada com a origem da cidade de Porto Alegre. No tempo em que a futura cidade era apenas o porto de Viamão, naquela época a capital, com a chegada dos colonos açorianos e com a presença alguns soldados paulistas à espera de seguir caminho para as Missões, entendeu-se necessário prover para eles serviços religiosos, sendo designado o padre carmelita Frei Faustino de Santo Antônio de Santo Alberto e Silva, conforme reza a Provisão de 25 de março de 1753. Ergueu-se então uma modesta capela sob a invocação de São Francisco das Chagas, dando-se o nome de São Francisco do Porto dos Casais à povoação que começava a se formar. Esta primitiva capela foi construída junto à Rua da Praia, não passando de um rancho de pau-a-pique.

Pia interna para padres e ministros da Catedral Metropolitana

Pia interna para padres e ministros da Catedral Metropolitana

Em 1755 Frei Faustino foi transferido para Triunfo, deixando o povo novamente dependente do vigário da paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Viamão que, devido à grande extensão, não conseguia dar cuidado às gentes fixadas no Porto dos Casais. Assim, Dom Antônio do Desterro, bispo do Rio de Janeiro (cuja diocese se estendia até as terras gaúchas), a pedido do Governador da Capitania Marcelino de Figueiredo, criou a 26 de março de 1772 a Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais, separando-a de Viamão e designando como vigário o padre José Gomes de Faria. Na mesma provisão também solicitava que se erguesse uma nova igreja que pudesse servir de matriz, pois ali não se achava ainda igreja que pudesse servir como tal. Em 18 de janeiro de 1773, o bispo do Rio de Janeiro mudou o orago da recente freguesia de São Francisco para Nossa Senhora Madre de Deus. Todo o território de Porto Alegre pertenceu à paróquia Madre de Deus até 1832, quando foram criadas as paróquias de Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora do Rosário.

Anti-sala para padres e ministros na Catedral de Porto Alegre

Anti-sala para padres e ministros na Catedral de Porto Alegre

A Catedral de hoje
Em 3 de maio de 1920 foram iniciadas as obras de terraplanagem e demolição da Matriz, e a pedra fundamental do novo templo foi lançada a 7 de agosto de 1921, sendo a cripta inaugurada em 20 de março de 1929, para onde foram transferidos os serviços religiosos, possibilitando a demolição final da velha construção e a continuidade das novas obras.
Somente cerca de vinte anos depois é que as celebrações puderam deixar a cripta e serem realizadas na nave da catedral, já sob administração de Dom Vicente Scherer. A completude das torres levou outros vinte anos, inauguradas em 1971, sendo que a cúpula foi terminada no ano seguinte. Foi apenas em 1986, já no arcebispado de Dom Cláudio Colling, que a catedral pôde ser consagrada e dada como concluída, embora recentemente a cúpula tenha sido reformada, recebendo uma cobertura de bronze.

Salão Nobre da Catedral de Porto Alegre

Salão Nobre da Catedral de Porto Alegre

O interior possui uma notável majestade e elegância de proporções, e sua arquitetura forma atraentes padrões geométricos, intensificados pelos efeitos de iluminação interna. O altar-mor possui uma bela estátua barroca da Virgem com o Menino Jesus aos braços, entronizada contra uma pintura mural de Aldo Locatelli. Nos braços do cruzeiro foram instalados dois enormes vitrais, um representando São Miguel, e outro Santa Teresa.

Altar-mor da Catedral de Porto Alegre

Altar-mor da Catedral de Porto Alegre

Detalhe nas portas laterais da Catedral de Porto Alegre

Detalhe nas portas laterais da Catedral de Porto Alegre

Catedral Metropolitana de Porto Alegre

Catedral Metropolitana de Porto Alegre

Na fachada se destacam os mosaicos do frontispício, executados pela Academia de Mosaicos do Vaticano, representando a história da Igreja no estado. Mostram a Padroeira Maria, a Mãe de Deus, ao centro, ladeada por São Francisco de Assis, o antigo orago, e os mártires jesuítas Roque Gonzales de Santa Cruz, Afonso Rodrigues e Juan del Castillo. Do outro lado estão São Pedro, Padroeiro do Rio Grande do Sul, o Papa Pio IX, criador da diocese, e Santa Teresa de Ávila, protetora da fortaleza que existia no extremo sul do estado. Painéis laterais representam as cenas da Anunciação e da Crucificação, tendo o Pantocrator acima, no tímpano.

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