Ah, os relacionamentos…

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Nave: Design e Assessoria de Comunicação

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Texto da Lucia Porto

E então eu entrei na PUC e me formei em Publicidade e Propaganda. Daí continuei e trouxe também o canudo de Jornalismo. Anos depois, comecei um MBA em Comunicação na ESPM. Em todos estes lugares, em graus diferentes, descobri a importância e o valor do empreendedorismo. Nesta trajetória convivi com os mais diferentes tipos de profissionais, por formação, por qualificação e por entusiasmo.

Durante e depois das faculdades e antes do MBA fiz diversas coisas e trabalhei em muitos lugares, novamente com os mais diferentes tipos de pessoas: tive uma passagem relâmpago por agências de propaganda como estagiária, trabalhei pra produtoras que acabaram e voltaram com novos nomes, passei pela Fundação Rádio e TVE, pelos grupos Bandeirantes e RBS, pelo SBT, fiz textos que virariam roteiros de programetes de TV, bah, fiz um monte de coisas. Aí um dia uma amiga me indicou um trabalho de assessoria de imprensa. Ouso chutar que aí se vão pelo menos uns 15 anos. Tomei gosto pela coisa e desde então vivo disso.

Aquilo que era o que hoje se chama frila virou meu ganha-pão. A informalidade do “não sei quanto cobrar vamos ver quanto me pagam putz levei um golpe” se transformou numa empresa consolidada, com nome, endereço, alvará, CNPJ, nome fantasia – Nave: Design e Assessoria de Comunicação –, razão social, contrato social, funcionárias com carteira assinada e muito trabalho. Além, é claro, diversos fios de cabelo branco. Mas a empresa, constituída legalmente nos idos de 2003, em sociedade com uma designer, também formada e – se isso fosse pouco – também professora da área, vai bem, obrigada e me possibilita a, de tempos em tempos, sumir com os cabelos brancos.

A empresa também me possibilitou, nestes dez anos que agora já são onze, acompanhar o crescimento diário de uma profissional que conheci estagiária, em quem acreditei – mas parando pra pensar hoje acho que foi mais ela que acreditou em mim do que eu nela – e que está até hoje comigo. Uma profissional de relações públicas também formada na PUC, registrada no seu Conselho Profissional, contribuinte ativa, que ao meu lado, junto com minha sócia e com os profissionais que passaram pela Nave, fizeram com que a empresa crescesse e chegasse onde está.

Após esta nada breve introdução, o motivo de indignação que me leva a escrever e publicar este texto (que eu gostaria muito e inclusive pediria aos amigos e conhecidos, profissionais da área em regime permanente ou eventuais, os frilas, que compartilhasem): a sanha do Conrerp de incluir novas empresas em seu jugo, usando como justificativa o fato que nós, JORNALISTAS DIPLOMADOS, FORMADOS e QUALIFICADOS, não podemos exercer algumas funções que, segundo eles, é EXCLUSIVA dos relações públicas. Leia-se, entre elas: PLANEJAMENTO PARA O RELACIONAMENTO COM A IMPRENSA e PRODUÇÃO DE PUBLICAÇÕES E INFORMATIVOS DE CARÁTER INSTITUCIONAIS. E, no nosso caso específico, ainda insistem em dizer que fazemos ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO DE EVENTOS CORPORATIVOS, coisa que nunca fizemos, aliás.

Gostaria de lembrar, e pedir aos amigos e colegas de profissão/área que lembrem também que, seja Famecos, Fabico, Unisinos, ESPM, UniRitter, Ipa, Ulbra, Feevale, seja onde for, sendo uma faculdade séria e respeitada, nós, ainda estudantes de JORNALISMO, temos professores de ASSESSORIA DE IMPRENSA que são JORNALISTAS FORMADOS, que nos ensinam estes itens acima e vários outros.

Gostaria de explicar também que estas funções, com outros nomes e termos, escritas e descritas de outra maneira, podem ser encontradas tanto no MANUAL DE JORNALISMO da FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS quanto no decreto de 1969 que regulamenta a nossa profissão.

O que estou querendo dizer aqui, caros amigos RPs – sim, pessoal do Conrerp 4a Região, tenho vários amigos RP’s, muitas vezes trabalhamos e nos divertimos juntos. E muitas vezes minha empresa é indicada POR ELES pra fazer estes trabalhos quando ELES NÃO FAZEM. E nós também indicamos estas empresas porque ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO DE EVENTOS CORPORATIVOS, por exemplo, nós não fazemos e nunca fizemos – é que há espaço pra todos, que a área da comunicação é uma área multidisciplinar, e que ficar brigando por isso não leva a nada.

Não quero ser repetitiva, mas volto a salientar que tenho uma empresa com onze anos. Pago impostos, emprego pessoas, acerto, erro, ganho clientes e perco clientes, sou daquelas que acha que trabalhar traz bons resultados e que o dia de amanhã sempre pode ser melhor que o de hoje.

Mas penso que a postura do Conrerp vai contra um dos princípios básicos que a Faculdade de Comunicação – e a vida, por consequência – ensina: a comunicação integrada faz muito bem para as empresas, as que contratam e as que são contratadas.

Para finalizar, termino dizendo que, se para continuar com o trabalho que a minha empresa vem fazendo nos últimos onze anos, tivermos de pagar esta taxa absurda, pagaremos. A contragosto, mas pagaremos.

Por último, caros amigos do Conrerp 4a, uma dica que não aprendi na faculdade, mas na vida: antes de meter o pé na porta, quem sabe um telefonema? Muitas coisas se resolvem desse modo, afinal nos negócios e na vida o que conta mesmo é relacionamento.

E o que é relacionamento senão relações públicas?

* Lucia Porto é jornalista e publicitária, sócia-diretora da Nave: Design e Assessoria de Comunicação

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